Vídeo: SIGNS

•novembro 2, 2009 • 1 Comentário

Às vezes você tem que esperar o sinal
os Sinais… num ato de conversação, não é o som.
comunicar
mesmo que para isso
o completamente dito dos sinais
esteja apenas na simplicidade

prover a palavra, pela escrita ou pela fala
comunicar
mesmo que para isso
o completamente não dito dos sinais
esteja apenas…

… na simplicidade

O retorno de Saramago…

•outubro 26, 2009 • 1 Comentário


…em mais um romance clássico sobre a redenção de Caim

“Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um som primários que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de mugidos e rugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado como outro rápido fiat, correu para o casal e, um após o outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo”.

que Tarantino!

•outubro 25, 2009 • 1 Comentário

Talento natural

Ver um Tarantino no cinema
é maximizar as ações que um filme que já tem por caractarística a ação
é perceber na música e na audácia da direção
o talento natural de alguém que sabe exatamente a medida das palavras -
cinema de excelência.

Ainda dá tempo!
Não percam essa grande obra do cinema!

Bastardos Inglórios – veja o trailer!

produção em Stop Motion por Naiza Brito e Paula Saga

•outubro 23, 2009 • Deixe um comentário

WEBACADEMIDIA

Alfred Hitchcock

•outubro 22, 2009 • 1 Comentário
As Hitchcockianas

por Fernando Gil Paiva e Taiene Pael

Em contraponto ao suspense e ao macabro, Alfred Hitchcock tem como aliadas as atrizes que protagozinavam suas tramas. Nesse processo em que sua vasta filmografia foi se formando, o diretor escolheu grandes rostos femininos que logo se tornariam suas musas. Algumas delas, como Ingrid Bergman, fariam três filmes com o diretor (Interlúdio, Quando Fala o Coração e Sob o Signo de Capricórnio) – tamanha sua predileção por algumas delas.

As Hitchcockianas ficaram marcadas assim como a força do nome de seu diretor. Se o público ia ao cinema para ver um Hitchcock, então sabia que se tratava de um grande suspense. A história das musas e esse foco por rostos marcantes e fortes para seus filmes foram justamente tema para dar vida ao livro escrito por Donald Spoto. “Fascinado pela Beleza: Alfred Hitchcock e suas atrizes” (Editora Larousse, 2009. 318 páginas. R$57,50) traz fatos sobre a vida do diretor além de analisar seus filmes mostrando seu relacionamento com cada atriz em questão. Alguns dos capítulos presentes nos livros são: Amor em Algemas (1920-1926); Som e Sentido (1926-1934); O Mestre do Mistério (1934-1935); Mulheres que Sabiam Demais (1954-1957); e outros mais que revelam a arte de Hitchcock juntamente à arte que eram suas musas.

Abaixo, veja algumas atrizes que foram as queridinhas do mestre do suspense:

Ingrid Bergman – Interlúdio, Quando Fala o Coração e Sob o Signo de Capricórnio.

Grace Kelly – Intriga Internacional e Disque M para Matar, o clássico 3D.
Kim Novak – Um Corpo Que Cai.

Doris Day – O Homem Que Sabia Demais.

Tippi Hedren – Os Pássaros.

Joan Fontaine – Rebeca, a mulher inesquecível.

Anne Baxter – A Tortura do Silêncio.

Julie Andrews – Cortina Rasgada.

Shirley McLaine – O Terceiro Tiro.

que cidade?

•outubro 15, 2009 • 1 Comentário
NÃO CIDADE

fernandogilpaiva

Na rua sem nome nenhum morador tinha pretensões de raiz

As casas sem número e uniformes no formato e cor
tinham as carpintarias de um mesmo cidadão, que não era o mesmo de DNA
mas o mesmo de conhecimento – ensino de fabricação;
Quando o passo ligeiro saltava de uma porta à outra
era ligeira a vontade e sorrateira a liberdade
Nessa rua, cada casa era a mesma e mudava
preto e branco, claro escuro, passo não passo
Um dia, numa manhã incomum uma criança brincando
com giz de cera colorido raspou na parede um número
- coisa quase nunca vista, e depois assinou seu nome –
foi como aquela imagem de uma mão com unhas grandes
fortes e com pontas rijas, raspando ruidosamente num quadro negro
Imaginou? Pois foi assim que sentiram os moradores
da rua sem nome. Nenhum pai proclamou paternidade
a menina virou para cada um pedindo silêncio, com o poder do giz em mãos
depois tentou escreveu algum nome que foi interrompido e suprimido
as letras não representaram desapego à palavra
mas o apego à vida que eles possuíam, os mutáveis e flexíveis
a criança emudeceu e entendeu o regimento das casas e das famílias
ela mesmo sentiu-se mais presa àquela casa quando deixou ali um traço seu
e logo viu que toda aquela liberdade vinha aos poucos desaparecendo
aos poucos, cada um foi tentando esquecer aquele número e nome
e voltar às suas rotinas pouco rotineiras
a menina andava com as mãos soltas e as pessoas mudavam-se de lugar
constantemente. Foi assim que na rua sem nome, pessoas sem nome e
casa sem número num tempo banido da identidade e dos apegos que um cidade
fundou-se nos não lugares da constituição.
Eram e não eram.
Foram.

um pensamento no tempo

•outubro 14, 2009 • 1 Comentário
sobre s a r a m a g o
porfernandogilpaiva

senti necessidade de começar um texto assim como tão bem consegue escrever É claro que não estou tratando de comparações – mas quero mostrar que a escrita não necessariamente tem que ser como está posta, pois pode ser diferente, quase sem ponto, sem traços. o texto de saramago é de tal encanto que sua escrita não é o diferente mas o que faz diferença para quem lê seu texto. Já em breve ainda essa semada que já vai chega o novo livro desse português que também tenho coisas em comum falando de terra natal, de passado e presente comum Posso dizer que há uma grande curiosidade para a leitura de seu caim no entorno de palavras escolhidas com precisão por alguém que independe das formas para se adequar num padrão mas faz de suas palavras seu padrão, sua personalidade. é vivo em seu texto e faz-nos diante de algo que é singular, é simplesmente saramago. e ponto.
 
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